Falcoaria Online

Perguntas Mais Frequentes por Iniciantes

Boa tarde, galera!
Vimos que muitos iniciantes dos estudos da Arte da Falcoaria geralmente apresentam as mesmas dúvidas. Sendo assim, decidimos fazer um artigo sobre as dúvidas mais frequentes que encontramos no nosso dia-a-dia.
Esperamos que esse artigo sane todas as dúvidas e que, se por acaso surgirem mais, mande sua pergunta para que possamos responde-las em um próximo artigo!
Boa leitura, bons estudos e bons voos!

Parabuteo unicinctus. III ENF

Parabuteo unicinctus. III ENF

1- O que é falcoaria?
É o treino de aves de rapina para a caça de presas em seu ambiente natural, desenvolvendo a tolerância dos rapinantes à nossa presença. O treinamento serve para condicionar (impor condições) para que não seja uma atribulação e dificulte a nossa presença e interação em geral. Leia Mais

Accipiters Imprint e a Receita – Parte V

Continuando a tradução do artigo escrito por Mike McDermott, segue a continuação sobre a explicação do Lure e presas. Também será abordado a Solução de Problemas, como a agressividade e o ato de carregar as presas.
Enfim, sem mais delongas,
Boa leitura e bons vôos!

Accipiters Imprint e a Receita – Parte V

Mike McDermott

fonte: http://crazycritterlife.tumblr.com/post/64431259665/eat-your-heart-out

fonte: http://crazycritterlife.tumblr.com/

Mike Kohler, do Missouri, chama seus imprints repetidamente a 300 jardas (274,32 metros) ou mais para o lure durante o treino. Muitos dos principais problemas associados aos accipiters são

graças a associação da luva/comida. A maioria dos problemas secundários serão evitados através do seu intenso treinamento de socialização com a ave. O hábito de chutar pode ser completamente evitado assim como a recusa de voar à presa. Quando você elimina completamente a associação da luva/comida, esses problemas não ocorrerão. Simplesmente nunca chame sua ave para a luva e nunca recompense-a com comida quando ela vier. Frequentemente, durante a caça, o gavião vai voar para o seu punho ou para as mãos extendidas de outras pessoas propositalmente. Certifique-se de que o único reforço que ele vai receber é outro lance. Talvez 40% do tempo, o Gavião-míudo e o Açor irão retornar sozinhos para uma mão extendida devido inteiramente ao condicionamento que eles receberam. A porcentagem de retornos “livres” com o Gavião-do-tanoeiro tende a ser menor. O punho é um lugar onde eles vêem as presas. Evite que eles peguem presas de árvores muito cedo; isso pode vir depois. Leia Mais

Saúde dos Rapinantes na falcoaria

Não é objetivo deste texto ensinar a diagnosticar ou muito menos conhecer o tratamento dos diversos problemas que podem acometer as nossas aves , pois esta é uma atribuição do Médico Veterinário, mas precisamos estar atentos e sermos capazes de identificar sinais de possíveis doenças e perceber rapidamente o aparecimento das lesões mais comuns em aves treinadas em falcoaria e principalmente saber como prevenir estes problemas.

Pequena lesão de tarso. A parte rugosa para dentro e bracelete largo causou uma lesão por compressão na região da borda superior do bracelete.

Pequena lesão de tarso. A parte rugosa para dentro e bracelete largo causou uma lesão por compressão na região da borda superior do bracelete.

Temos, dentro das técnicas empregadas na falcoaria, procedimentos que apesar de indispensáveis, podem ser geradores de lesões muitas vezes graves, se não forem tomados cuidados básicos na sua execução.

Um dos problemas mais comuns que acometem as aves nas fases iniciais do treinamento é a lesão nos tarsos causada pelos braceletes. São lesões de gravidade variável e que podem ser minimizadas ou mesmo completamente evitadas pela observação de alguns cuidados bastante simples.

Primeiramente braceletes do tipo “aylmeri” são os mais indicados pois são mais seguros, permitem um ajuste adequado, praticamente eliminam a possibilidade de torção do bracelete e proporcionam boa distribuição da pressão sobre o tarso.

Devemos ser extremamente criteriosos na escolha do couro a ser utilizado nos braceletes.O couro impreterivelmente natural deve ser o mais fino e maleável possível, mantendo no entanto a resistência adequada à espécie em que será utilizado. A estética deve ser deixada de lado e a face lisa deve ser a escolhida para estar em contato com a pele da ave. Mesmo lixada, a textura da face interna (rugosa) é muito mais abrasiva que a face externa (lisa). Braceletes mais largos devem ser preferidos pois distribuem a pressão sobre uma área maior do tarso. Em geral braceletes com a largura de um terço do comprimento do tarso são adequados. Leia Mais

Bird strike: um problema recorrente

 

Ultimamente temos visto diversas notícias sobre a colisão de aves contra aviões, ocasionando diversos problemas.
O texto abaixo foi escrito pelo piloto Rodrigo Lebsa exclusivamente para o Falcoaria Online!
Boa leitura.

Fonte: http://www.copybook.com/airport/companies/phoenix/birdstrike-prevention-services-gallery/aircraft-windscreen-birdstrike_01

Fonte: http://www.copybook.com

É sabido que os pássaros dominam a arte de voar a milhares de anos. Entretanto, fora de imediato o conflito no espaço aéreo quando o homem decidiu galgar os céus com máquinas mais pesadas que o ar. Desde o primeiro evento registrado no diário dos Irmãos Wright, em 1905, homens e aves colidem, causando um risco tanto a aviação quanto ao ecossistema.

Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, Risco Aviário é a denominação para o risco decorrente da utilização do mesmo espaço aéreo por aeronaves e aves. No Brasil, foram relatadas 357 ocorrências no ano de 2016 até a data de hoje, o que demonstra a periodicidade desse fato. Esses reportes incluem de avistamentos até colisões, onde 270 deles ocasionaram em adversidades ao voo (decolagem abortada, aproximação perdida ou desestabilizada, entre outros). Mas, por que isso é tão frequente?

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Pesquisadores observam que falcões prendem pássaros em rochas para comê-los mais tarde

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Ornitólogos da Universidade de Rabat, no Marrocos que realizavam um trabalho de campo na ilha de Mogador puderam registrar que os falcões daquela região apresentam um comportamento bastante estranho. O ornitólogo Abdeljebbar Qninba, relatou que observou pequenos pássaros presos entre fendas das rochas. A observação se tornou curiosa quando percebeu que os falcões estavam prendendo pequenas aves nas rochas de forma que ficassem vivas, porém, não pudessem se soltar.

O objetivo da façanha seria manter as aves vivas e frescas para uma refeição futura. Abdeljebbar disse à revista New Scientist que percebeu que as penas das asas e da cauda dos pequenos pássaros foram milimetricamente removidas pelos falcões, o que os impedia que poder voar caso de soltassem das pedras.  A especie em questão é Falco eleonorae. Leia Mais

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